O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (25/9) que o Brasil “esteve muito próximo da ruptura”. E que o procurador-geral da República, Augusto Aras, que deixa o cargo nesta terça, atuou nos bastidores para defender a democracia.
“Por que digo que o país e a nação brasileira tiveram a graça de ter Antônio Augusto Brandão de Aras? Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de Sua Excêlencia, talvez nós não estivéssemos aqui. Nós não teríamos, talvez, democracia”, disse Toffoli durante discurso no Conselho Nacional do Ministério Público.
“Faço essas referências porque são coisas que serão contadas mais à frente na história. Que poucas pessoas sabem. Nós estivemos muito próximos da ruptura. E na ruptura não tem Ministério Público, não tem direitos, não tem a graça. A graça é ser amigo do rei”, continuou o ministro, sem dar mais detalhes sobre a atuação de Aras para frear o suposto ímpeto golpista de integrantes do antigo governo.
Augusto Aras
O PGR Augusto Aras, citado por Toffoli em discurso
Reprodução
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Toffoli disse que Aras atuou para defender a democracia: “História será contada”
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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