Goiânia – Os dez policiais militares presos suspeitos de matar sete pessoas como queima de arquivo, para “limpar” morte de empresário, tiveram as prisões mantidas pelas Justiça, após audiência de custódia nessa quarta-feira (20/9). Eles foram presos durante a Operação Tesarac.
Os policiais são suspeitos de matar sete pessoas para se livrarem de provas relacionadas ao assassinato do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante, em 2021, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. A motivação para o assassinato dele não foi informada.
Conforme documento do Ministério Público de Goiás (MPGO), para encobrir o crime foram mortos: Bruna Vitória Rabelo Tavares, Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana, Mikael Garcia de Faria, Bruno Chendes, Edivaldo Alves da Luz Junior e Daniel Douglas de Oliveira Alves.
Os policiais militares foram presos nessa terça-feira (19/9). Segundo a denúncia, uma testemunha chegou a dizer que o policial Glauko Olivio de Oliveira “plantou” uma arma de fogo, utilizada para matar Bruna Vitória Rabelo Tavares, com a finalidade de atribuir a autoria do homicídio dela aos outros amigos mortos na ocasião – Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria.
Informações sobre a queima de arquivo
O grupo de policiais é suspeito também de coletar informações prévias sobre as vítimas, como fotografia da placa de carro e localização em tempo real. Eles faziam o monitoramento e tinham até equipamento de rastreamento eletrônico, que foi colocado no carro de uma das vítimas.
Segundo as conversas de Marco Aurélio Silva Santos, Thiago Marcelino Machado e Adriano Azevedo Souza, os policiais militares envolvidos executaram um dos confrontos no período noturno, horário em que a rua ficaria com menos movimento de pessoas e carros.
A denúncia apontou ainda que os policiais tinham movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos da Polícia Militar. Consta que Marcos Jesus Rodrigues movimentou cerca de R$ 6 milhões durante o período de 4 anos, enquanto que Almir Tomas de Aquino Moura movimentou R$ 5,8 milhões.
Veja quem são os PMs presos:
Glauko Olivio de Oliveira
Marcos Jesus Rodrigues
Almir Tomás de Aquino Moura
Erick Pereira da Silva
Thiago Marcelino Machado
Adriano Azevedo Souza
Wembleyson Azevedo Lopes
Jhonatan Ribeiro de Araújo
Marco Aurélio Silva Santos
Rodrigo Moraes Leal
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública, junto com outras as Forças de Segurança afirmou que “não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta”.
A Corregedoria da PM-GO informou que abriu os os procedimentos legais cabíveis e o Em nota, o MP afirmou que acompanha a investigação e que aguarda a conclusão da apuração para as providências cabíveis à instituição.
