Aliados e auxiliares do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) dizem em caráter reservado que a Polícia Federal (PF) estaria sendo “instrumentalizada” na investigação sobre o tiroteio ocorrido em um evento de campanha em Paraisópolis no ano passado.
Reportagem do jornal “O Estado de São Paulo” revelou que a PF investiga se o episódio teria sido fabricado para beneficiar o então candidato. A informação foi confirmada pela CNN.
Em janeiro, o Ministério Público arquivou o inquérito que investigava a morte de uma pessoa durante a agenda de Tarcísio na região.
Na semana passada, a Justiça Eleitoral concluiu que o episódio foi uma ocorrência policial, e não um atentado político ou eleitoral, e por isso descartou abrir uma nova investigação.
A decisão foi uma resposta à Procuradoria Regional Eleitoral, que alegou que Tarcísio teria feito uso indevido de serviços de agente público durante o horário de expediente.
“A gente vê sim a PF sendo instrumentalizada. Tudo isso já tinha sido investigado”, disse um aliado próximo ao governador com trânsito no Palácio dos Bandeirantes.
Procurada, a assessoria do governador enviou a seguinte nota:
“No último dia 17, a Justiça Eleitoral realizou julgamento sobre o episódio em Paraisópolis e, após a manifestação do Ministério Público, oitiva testemunhal e colheita de provas, foi concluído de forma unânime que o episódio tratou-se de uma ocorrência policial, sem qualquer ingerência política ou eleitoral. Uma vez que não há fato novo, não haveria outra questão a ser averiguada no inquérito da polícia federal mencionado”.
Procurada, a PF não se manifestou.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Entorno de Tarcísio diz ver instrumentalização da PF em inquérito sobre tiroteio durante ato de campanha no site CNN Brasil.
