Com a chegada do mês de novembro, a Black Friday fica em evidência. A data comercial virou um evento no Brasil há mais de dez anos e, cada vez mais, diversas empresas intensificam suas promoções nesse período do ano. No entanto, é uma época de alta nas fraudes e vendedores e consumidores precisam tomar alguns cuidados para não se dar mal.
A desenvolvedora de software Marcely Shimojo, de 27 anos, foi uma já teve problemas nas promoções desse período, no ano passado e também no retrasado. Shimojo se animou com a compra de um novo fone de ouvido, de uma famosa marca no mundo gamer, e de um chinelo da marca Havaianas, com estampa do anime Naruto.
A compra do fone de ouvido, contudo, foi frustrada: houve a venda para ela, mas o item na verdade havia esgotado. “Eu comprei na black friday do ano passado, nessa mesma época do ano mesmo, era um headphone da Razer. Tinha comprado pela Americanas, mas não lembro qual era o parceiro responsável deles. Eles venderam, mas demoraram para atualizar o status de aprovado para preparação, coisa de 2, ou 3 dias. Quando entrei em contato, disseram que o produto tinha esgotado e que iam fazer o reembolso”, explica Shimojo ao Metrópoles.
Marcely Shimojo
A desenvolvedora de software Marcely Shimojo, de 27 anos
Reprodução/Redes Sociais
Maria Mendonça
A social media Maria Mendonça, de 30 anos
Reprodução/Redes Sociais
Ciro Bottini
O vendedor especialista em varejo Ciro Bottini
Divulgação
Marcely Shimojo
A desenvolvedora de software Marcely Shimojo, de 27 anos
Reprodução/Redes Sociais
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No caso das havaianas do anime Naruto, a situação foi, no mínimo, inusitada: depois de reclamações devido ao tempo de espera, que superou um mês, a desenvolvedora recebeu não um, mas dois pares do item pedido. “O outro perrengue que passei foi com a Havaianas na Black Friday, em 2021. Comprei um chinelo de uma edição especial do Naruto que eles tinham lançado, e foi aprovado e tudo, ficou em preparação ‘uma vida’, e aí eu entrei em contato e disseram que iam mandar em alguns dias. Não mandaram, eu tive que abrir um Reclame Aqui para que resolvessem. No final, depois de um mês, recebi dois chinelos do nada!”, critica.
O Reclame Aqui é um site privado que oferece a consumidores a oportunidade de reclamar de serviços e a empresários a chance de responder e resolver os problemas.
Já social media, Maria Mendonça, de 30 anos, não costuma se aventurar nas semanas promocionais. Esse ano, conduto, se animou: “Eu não costumo esperar essa época para comprar, mas esse ano estou esperando. Eu quero comprar um tênis que é um pouco mais caro e também tem alguns itens de casa que estou precisando. Se juntar tudo da um valor alto, daí decidi esperar [as promoções]. O tênis eu já dei uma olhada nos site, sei quanto está agora”, compartilhou ao Metrópoles. “Estou esperando para ver quanto será”, completa ela.
Meendonça explicou que, como já faz compras virtuais rotineiramente, tudo que tem que fazer é acompanhar as alterações dos preços. “Já coloquei algumas coisas no carrinho, dai vou ver se o preço vai mudar. É tudo online, mas nada me impede de comprar em loja física, se o preço estiver melhor”, ressalta.
Dicas para empresários e para compradores
O Metrópoles conversou com o vendedor especialista em varejo Ciro Bottini, que revelou 11 dicas para a semana da Black Friday.
Saiba quais são as dicas para compradores:
Compre em sites seguros, de lojas conhecidas
Não compre nada antes da Black Friday, e sim durante;
Pesquise com cautela;
Acompanhe e compare os preços;
No caso de lojas físicas, pechinche com o vendedor; e
Se detectou uma boa promoção, compre o produto com rapidez (para evitar esgotamento de estoque);
Veja as 4 dicas para empresários:
Faça gestão do seu negócio: monitore constantemente os preços e o marketing;
Treine a equipe da loja física;
Faça lives de venda;
Ofereça boas promoções nas lives de venda;
“Sempre tem um esperto ali e aqui que aumenta uma semana antes e baixa na semana da Black Friday, mas não adianta porque o consumidor consegue comparar”, ressalta Ciro Bottini. Ele destacou aos vendedores que promoções anunciadas devem ser cumpridas: “(Mesmo) Se comunicou errado, tem que cumprir, pela lei do consumidor”, afirma.
Ele também defendeu uma autonomia um pouco maior para que os vendedores das lojas físicas tenham mais espaço para negociar os itens com os clientes: “Todo o ciclo de venda tem que ser obrigatoriamente mais curto na Black Friday. É o momento para vender mais e não apenas o que o cliente foi buscar”, diz.
Uma modalidade que tem surgido nos últimos anos são as lives de promoção. “Lives de vendas durante a Black Friday devem ter ofertas exclusivas. O cliente espera algo diferente, se ele começar a assistir e ver ofertas iguais, ele abandona a live”, revelou Bottini.
