Alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18/1), o deputado Carlos Jordy fez três publicações em suas redes sociais no dia 8 de Janeiro de 2023, quando as sedes dos três Poderes foram invadidas por manifestantes bolsonaristas radicais.
Em uma das postagens, Jordy chama Lula de “vagabundo”, “mau caráter”, “oportunista” e “irresponsável”. O deputado foi alvo da 24ª fase da operação Lesa Pátria, da PF. A operação busca apontar financiadores, participantes e incentivadores dos atos de dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
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Carlos Jordy chemou Lula de “vagabundo” e “mau caráter” no dia 8 de Janeiro
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Postagem de Carlos Jordy atribui invasões a “infiltrados” da esquerda
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Carlos Jordy apontou tentativa de “intervenção comunista” no Distrito Federal
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Carlos Jordy foi alvo da operação Lesa Pátria nesta quinta-feira (18/1)
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Deputado federal Carlos Jordy (PL) é alvo de buscas na 24ª fase da Operação Lesa Pátria
Hugo Barreto/Metrópoles
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A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (18/1) pela Polícia Federal (PF)
Hugo Barreto/Metrópoles
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São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no RJ (8) e no DF (2)
Hugo Barreto/Metrópoles
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O objetivo da 24ª fase é identificar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram atos antidemocráticos
Hugo Barreto/Metrópoles
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“Lula é tão vagabundo e mau caráter que utiliza essa invasão para atacar o presidente Bolsonaro, cometendo calúnias tentando associá-lo aos atos, sem prova alguma. Era o prato cheio que ele precisava para criar uma cortina de fumaça sobre a ligação dele e sua ministra com a milícia”, escreveu Jordy em suas redes sociais.
Na época, Jordy se referia a um vídeo de campanha da deputada Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, no qual um homem preso por envolvimento com uma milícia da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, pedia votos para a deputada.
Ainda no dia 8 de Janeiro, Jordy defendeu a hipótese, então levantada pela direita, de que as invasões teriam sido conduzidas por “infiltrados” da direita.
“Inúmeras pessoas afirmam que os atos foram provocados por esquerdistas infiltrados. Isso deve ser apurado com urgência. As manifestações da direita sempre ocorreram com civilidade e ordem, diferentemente de terroristas como MST, MTST e blackblocks”, disse o deputado.
Em outra publicação, Carlos Jordy reproduziu uma matéria jornalística sobre Ricardo Cappelli, então secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, escolhido como interventor do Distrito Federal a partir do afastamento do governo Ibaneis Rocha.
A matéria lembrava havia ajudado a trazer Fidel Castro para um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1999. Em seu comentário, Jordy disse que a intenção de Lula seria uma “intervenção comunista” no Distrito Federal.
“Era tudo o que Lula queria. Puro oportunismo para uma intervenção comunista. O Congresso irá se manifestar sobre seu decreto, que ele fundamentou no art.34, III, da CF, ‘pôr termo a grave comprometimento da ordem pública’, escreveu Jordy.
“Se houve algum comprometimento da ordem pública (causado por infiltrados), ele já foi cessado. O que Lula quer é uma guarda pretoriana pessoal para impedir quaisquer manifestações contrárias a seu desgoverno até 31 de janeiro e justificativa para mais ações arbitrárias do Judiciário”, concluiu o deputado.
