A eleição presidencial da Argentina será decidida no segundo turno, a ser realizado no dia 19 de novembro. Com 90% dos votos apurados até o momento, o candidato peronista Sergio Massa (Unión por la Patria) está em primeiro lugar, com 36%. Ele vai disputar a cadeira presidencial com o ultraliberal de direita Javier Milei (Libertad Avanza).
sergio massa
Sergio Massa está em primeiro lugar na disputa
reprodução/redes sociais
Votação milei argentina (3)
Javier Milei completou 53 anos neste domingo (22/10)
Reprodução/lalibertadavanzaoficial
eleições argentinas
Cerca de 23 mil argentinos votam no Brasil. Votação pôde ser registrada na embaixada em Brasília e em 10 consulados
Joédson Alves/Agência Brasil
Votação milei argentina (2)
Vários influenciadores e apoiadores esperavam Milei para vê-lo votar
Reprodução/lalibertadavanzaoficial
Votação milei argentina (1)
A presença do candidato gerou confusão nos arredores da Universidade Nacional Tecnológica
Reprodução/lalibertadavanzaoficial
0
Em terceiro lugar, a candidata centro-direitista Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio) aparece com 23,8% e Juan Schiaretti (Hacemos por Nuestro País) está em quarta posição, com 7% dos votos.
Para não ter segundo turno, um dos candidatos deveria alcançar mais de 45% dos votos válidos, ou mais de 40%, com uma diferença de 10 pontos percentuais do segundo colocado.
Abstenção recorde
A eleição realizada neste domingo (22/10) registrou a maior abstenção em eleições presidenciais desde 1983, quando houve a redemocratização no país. Segundo informações da Direção Nacional Eleitoral, 74% do eleitorado apto a votar compareceu às urnas. Em 2019, 80% dos eleitores foram às urnas para escolher o presidente.
A votação foi encerrada às 18h. Quando faltava uma hora para o fim do pleito, cerca de 66% dos eleitores aptos a votar haviam comparecido às urnas. Apesar do baixo comparecimento, o número foi superior ao registrado nas primárias de agosto, quando a abstenção foi de 30%.
Neste domingo, os eleitores votaram para escolher presidente, deputados e senadores. O secretário-geral da Presidência, Julio Vitobello, informou que as eleições ocorreram em clima de tranquilidade e normalidade.
