Em 2 anos de pandemia, saldo de abertura de empresas foi de 512 mil

Dados divulgados nesta quinta-feira (26/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país bateu um recorde de empresas privadas em atividade em 2021, com 5,196 milhões de companhias.

De acordo com o levantamento Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2021, o Brasil registrou a abertura líquida de mais de 512 mil empresas privadas nos dois primeiros anos da pandemia de Covid-19 (2020 e 2021).

Foi o terceiro ano consecutivo com saldo positivo na abertura de empresas no país. Para o IBGE, entre os motivos que levam a esse resultado, estão incentivos do governo a empresas durante a crise sanitária e mudanças recentes na metodologia de cálculo do levantamento do instituto.

Em 2021, 926,1 mil empresas entraram no mercado e outras 605,8 mil saíram, um saldo final de 320,2 mil empresas. Em 2020, o saldo positivo foi de 192 mil.

Empreendedorismo “por necessidade”

Outro fator que pode ter contribuído para o resultado é o movimento de abertura de empresas por parte de profissionais que perderam seus empregos e se tornaram empreendedores.

“O crescimento acelerado fora do comum das empresas de pequeno porte, que não contratam trabalhadores, significa que pode haver ali indicativo de empreendedorismo por necessidade”, afirma o gerente da pesquisa do IBGE, Thiego Ferreira.

Em 2021, segundo a pesquisa, empresas que pequeno porte somaram 2,748 milhões. Nos dois primeiros anos de pandemia, 439 mil empresas desse tipo foram abertas no país.

Salários

Ainda segundo o IBGE, as empresas ativas no Brasil empregavam 41,7 milhões de trabalhadores em 2021, dos quais 34,3 milhões assalariados (82,4%) e 7,3 milhões na condição de sócios ou proprietários (17,6%).

Os salários e outras remunerações pagas pelas empresas somaram R$ 1,2 trilhão. O salário médio mensal foi de R$ 2.823,92.

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